Horário Brasileiro de Verão

Faltam.....

FHC cita méritos e omite erros

Tucano propõe comparação bizantina entre o seu programa de obras e o PAC

GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Não é difícil, para FHC, listar corretamente méritos de seu governo negados pela retórica palanqueira de Lula. Mais complicado é revisitar o período sem provocar a lembrança de erros e deficiências, também reais, que contribuíram para afastar os tucanos do Planalto.
"Sem medo do passado" é o título do artigo que o ex-presidente escreveu em defesa de seus dois mandatos. Se não há mesmo medo, as entrelinhas deixam transparecer que persiste, pelo menos, desconforto. Omissões e meias verdades contrastam com a defesa, alardeada no texto, de uma "política mais consciente e benéfica para todos".

Em exatas 998 palavras e cifras que descem a minúcias, não há uma única menção, no exemplo mais flagrante, ao crescimento econômico -goste-se ou não, o indicador mais universalmente utilizado para mensurar o sucesso das administrações nacionais.

No mais perto que chega do tema, FHC propõe uma comparação bizantina entre o seu programa de obras Avança Brasil e o PAC petista, ambos conhecidos pela discrepância entre metas e realizações. E, claro, sem falar na crise de abastecimento de energia elétrica.

A renda nacional cresceu à média de 2,2% ao ano sob FHC e deve encerrar o período lulista com taxa anual de 3,7%, se confirmadas as expectativas dos analistas. Mais importante politicamente, o primeiro começou seu governo com expansão acelerada e terminou em estagnação, enquanto o segundo obteve o resultado inverso.

Nos últimos anos, os tucanos, com boa dose de razão, vinham atribuindo a vantagem de Lula à sorte de governar em um período de rara prosperidade internacional, livre das turbulências financeiras da década passada. Essa argumentação perdeu charme, no entanto, com o colapso global do final de 2008, do qual o Brasil saiu com perspectivas de rápida recuperação.

No artigo do ex-presidente, a única razão apresentada para a crise herdada por Lula é o temor provocado nos credores e investidores "por anos de "bravata" do PT e dele próprio" -nada se diz sobre a escalada das dívidas interna e externa nos anos anteriores, consequência de políticas do primeiro mandato tucano, corrigidas tardiamente no segundo.
Dólar barato e gasto público sem amarras sustentaram a popularidade inicial de FHC e garantiram sua reeleição no primeiro turno, mas levaram o endividamento público de menos de 30% para quase 50% do Produto Interno Bruto.

Câmbio e superavit
As medidas de ajuste adotadas a partir de 1999 -câmbio flutuante e metas de superavit fiscal- foram mantidas pelos petistas, como gostam de lembrar os tucanos. Mas tampouco o crédito, nesse caso, cabe à gestão FHC: tratou-se de uma imposição do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Não por acaso, os indicadores mais palpáveis de melhora social do texto do ex-presidente estão circunscritos a seu primeiro governo. É o caso da queda aguda da pobreza, do aumento do rendimento médio mensal dos trabalhadores, do reajuste mais generoso do salário mínimo.

O artigo dribla o inconveniente com saltos nas datas. Recorda-se, por exemplo, que, "com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total" e depois menciona-se a taxa de 18% registrada em 2007, já sob o governo Lula. Não se menciona que, após a queda brusca do primeiro ano, a pobreza permaneceu nos mesmos patamares no restante do governo tucano.

Iniciativas celebradas do segundo mandato geraram mais frutos sociais, econômicos e políticos para Lula que para FHC. Além das correções da política econômica, o exemplo clássico é a criação do Bolsa Escola, depois ampliado e rebatizado como Bolsa Família.
Postei isso há 20 dias atrás. "Vem aí mais uma pesquisa. Dilma e Serra em empate técnico! É o começo do fim dos demotucanos!"

Dilma aparecerá na frente, em próxima pesquisa!

Há cerca de 30 dias atrás, neste blog, afirmei que Dilma ira aparecer em empate técnico, com Serra. Adivinhação? Não. Um pouco de análise dos noticiários, e "um muito" de INTUIÇÃO. Usando as mesmas ferramentas, AFIRMO agora que Dilma irá aparecer "ainda um pouco" à frente de Serra. Explico.
O Globo (ou será O Goebbels) de HOJE, domingo dia 6 de fevereiro, trás na primeira página o óbvio que vem negando a sete anos. Diz a manchete " Classe C do Brasil já detém 46% da renda" e por dentro revela que isso aconteceu de 2003 até hoje. Qual o significado disso, além de reconhecer o óbvio da verdade? É a preparação para que seus ETERNOS leitores hávidos por ver o Governo LULA desabar, se conformem, não só com a derrota de Serra, já começando a se desenhar, como talvez uma desistência do mesmo em concorrer.
Outro fato importante é, novamente colocarem o trombone para FHC tocar. "O farol de Alexandria" sobe o tom, de novo, e vem com a velha cantilena de que o governo atual é continuação do dele. Diz que o que deu certo até agora é porque ele plantou e, pasmem, credita a LULA a culpa do fracasso dos dois ultimos anos de seu governo, com inflação nos píncaros, credibilidade internacional abaixo de zero, dólar na estratosfera,
FMI mandando "arrochar a economia" e, num desatino total, diz que a PETROBRÁS foi " modernizda em seu governo" quando sabemos que só não foi privatizada pela reação firme do povo e dos Sindicatos dos Trabalhadores (leia-se FUP, greve de 95, etc.)
Mas vem para à luz com a discussão dois pontos que reforçam a afirmação do título desse texto.
1) Diz que não se governa pelo retrovisor, não se olha para o passado.
2) E, num arroubo juvenil e "ALOPRADO" DIZ QUE A "BRIGA É BOA" se houver comparação entre os governos dele e atual, CONTRARIANDO TOTALMENTE a estratégia do PSDB, que é fugir do plebiscito, ou seja, do debate entre os dois modos de governar.
Ancelmo Góis sinaliza que Montenegro e o IBOPE "podem estar errados" e avisando que o Montenegro pode ficar sozinho nessa.
E, por último o Elio Gáspari (ainda não sabemos o chapéu que usa, como diz PHA) DESANCA o Serra, e me dá a certeza DEFINITIVA de que Dilma aparecerá em próxima pesquisa, à frente de Serra.
Para não perder o mote, nem dar o braço a torcer, a Veja trás uma reportagem de capa dizendo que o alagão de S. Paulo "é uma conjugação de fatores" e tenta, "salvar" o Serra.
O cenário está pronto. Vem aí uma pesquisa com Dilma na frente. E a "grande imprensa" vai começar a recolher o trem de pouso e amenizar os ataques. Afinal, podem ser tudo, menos burros.
Quem viver, verá!
Paulo Morani
6 de feveriero de 2010

Gabeira fecha acordo com DEM e PSDB para enfrentar Cabral

É a frente AZEIFORM (àgua. azeite e formicida)
Paulo Morani

SERGIO TORRES
DA SUCURSAL DO RIO
PV, PSDB, DEM e PPS formalizaram acordo ontem para ter o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) como o candidato da aliança ao governo do Rio. O ex-prefeito Cesar Maia, do
DEM, deverá concorrer ao Senado. A decisão sobre a chapa foi tomada à tarde em reunião de lideranças locais dos quatro partidos no apartamento do ex-governador Marcello Alencar (PSDB), no Rio. Ficou acertado que Gabeira terá um tucano como candidato a vice-governador, possivelmente o
ex-deputado federal Márcio Fortes. O DEM indicará um candidato ao Senado. O PPS, o outro. Gabeira disse à Folha, por telefone, que desistiu de concorrer ao Senado porque a coalizão não tinha outra alternativa para disputar a sucessão do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). "Ficou difícil para mim sair de uma eleição [para prefeito do Rio, em 2008] com 1,5 milhão de votos e apoiar qualquer candidato. Disse aos partidos coligados que se sentissem confortáveis, pois eu sairia para disputar o governo", afirmou. Cesar Maia representou o DEM no encontro. Prefeito do Rio por três mandatos, ele, desde o início das discussões repetia não ter interesse em concorrer ao governo estadual -queria o Senado. O outro concorrente ao Senado pela aliança ainda não foi indicado pelo PPS. A ex-deputada Denise Frossard é o nome com maior visibilidade no partido. Na eleição para o governo estadual, Gabeira, além de Cabral Filho, enfrentará o ex-governador
Anthony Garotinho, já lançado candidato por seu partido, o PR. Assim como Cabral, Garotinho afirma que vai apoiar Dilma Rousseff (PT) ao Planalto.

Instruções e Resoluções das Eleições 2010


------------------------------------------------------------------------------------------------------
Área Responsável: Seção de Legislação(SELEG)

Telefone: (61) 3316-3683

E-mail: seleg@tse.gov.br

Fechar
Os links para as resoluções listadas na tabela abaixo estão em formato PDF.
Instrução
Resolução
Ementa
Normas Alteradoras (1)
Normas Complementares (2)
Texto Compilado
127 23.190 Dispõe sobre pesquisas eleitorais    
131 23.191 Dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas em campanha eleitoral
(Eleições de 2010)
   
126 23.089 CALENDÁRIO ELEITORAL
(Eleições de 2010)
- Sem alteração
- 22.995 Dispõe sobre os modelos das telas de votação da urna eletrônica nas Eleições de 2010 - Sem alteração

Atualizado em: 06/01/2010
(1) Normas Alteradoras: modificações de texto ou anexos.
(2) Normas Complementares: explicações/soluções relacionadas a assuntos das instruções, sem alteração de texto.

Oportunidade para jovens que nasceram entre 31/03/94 a 30/03/96

Serão Oferecidos cursos de educação profissional, contrato de trabalho remunerado, ticket refeição e vale-transporte

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA DE ESTADO DE TRANSPORTES
FUNDAÇÃO DE APOIO À ESCOLA TÉCNICA

PROCESSO SELETIVO 01/2010
Edital: Baixar

N. º de vagas: 40 Quarenta, sendo: 20 vinte vagas turno da manhã (7h30min às 11h30min) e 20 (vinte) turno da tarde (13:00 h às 17:00 h)
Lotação: Escola Técnica Estadual de Transportes Engenheiro Silva Freire
Endereço: Rua Doutor Padilha n. º 01 - Engenho de Dentro - Cep - 20770-006
Telefones: (21) 2333-9546 / 2332-4160

REQUISITOS EXIGIDOS
• 7 º ano do Ensino Fundamental completo;
• Ter nascido 31/03/94 um 30/03/96;
• Inscrições gratuitas;
• Local de inscrição: Escola Técnica Estadual de Transportes Engenheiro Silva Freire;Rua Dr. Padilha, n 1 - Engenho de Dentro
• Horário de inscrição: 8h às 12h e de 14h às 16h.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
• A ficha de inscrição preenchida e será distribuída, pelo candidato, na Escola Técnica Estadual de Transportes Engenheiro Silva Freire;
• No ato da inscrição, o candidato Deverá estar munido de carteira de identidade ou protocolo da mesma.

PERÍODO DE INSCRIÇÕES
• 01 / 02 / 2010 à 12/02 / 2010 Horário: 09h às 12h e 13h às 16h

OBSERVAÇÕES
• O candidato Deverá Apresentar-se no local de inscrição acompanhado de seu responsável legal (com documento com probatório);
• As Condições para concorrer ao Processo Seletivo encontram-se discriminadas no Edital, que estará a disposição do candidato não Pátio da Escola Técnica Engenheiro Silva Freire e não da escola local, www.faetec.rj.gov.br / etetsilvafreire;
• Serão Oferecidos cursos de educação profissional, contrato de trabalho remunerado, ticket refeição e vale-transporte.

Informações:
Luiz Carlos Teixeira
Coord. de Prática Profissional e Estágio
E.T.E.T. Eng. Silva Freire.
2333-9546 /l/ 2332-4038
7623-7314 / 7848-0563 ID87*37322
teixeiracoode@ig.com.br

Um abç,
Anibal Antunes
7897-3588 id 8*81825 / 3822-9472

Acorda São Paulo!

Está na hora de deixarmos de lado todo e qualquer sentimento menor e ABRAÇAR SÃO PAULO. O Serra(Kassab também) JAMAIS vai admitir incompetência. È preciso que o PAULISTA DE VERDADE tome as rédeas de sua cidade nas mãos. É a MAIOR CIDADE DESSE PAÍS, SÍMBOLO DE PROSPERIDAE E DO PROGRESSO DO BRASIL. Não dá mais para ficarmos passivos diante de tanta falta de amor pela cidade. É preciso que o PAULISTA, nascido ou não na cidade, venha para as ruas e exija que o governo estadual peça a ajuda do governo federal. O HAITI é aqui! E é em SÃO PAULO neste momento. Tem gente lá precisando de: roupas, alimentos, água, remédios etc. O BRASIL inteiro precisa se mobilizar. Ficar medindo “índice pluviométrico” ficar dizendo que “nunca choveu tanto assim” NÃO VAI RESOLVER O PROBLEMA. A Globo NÃO vai noticiar o caos, pois está empenhada em desmoralizar o LULA e não vai bater no Serra. O que é preciso, AGORA, JÁ é OBRIGAR SERRA/KASSAB a aceitarem a ajuda federal, em nome do POVO DE SÃO PAULO, são brasileiros como todos nós.

ACORDA SÃO PAULO, NÓS ESTAMOS JUNTOS

Paulo Morani

Rio de Janeiro

2 de fevereiro

P L R

Participação nos Lucros e Resultados
Estão começando a escrever bobagens e atacando mais essa vantagem para os trabalhadores. Nada mais justo do que, quem contribui fundamentalmente com o lucro (e não é responsável pela administração, portanto não pode arcar com prejuízo e as vezes acaba arcando; ou seja, perde o emprego).
Mas chamo a a tenção para aqueles que já começam a atacar a proposta, inclusive jornalista que são EMPREGADOS ASSALARIADOS.
Vejamos.
13º Salário - não existia. Nossos avós recebiam a "natalina", que era uma gratificação pelo Natal. Somente alguns com poder de negociação recebiam. Surge aí o 13º salário, hoje, BENEFÍCIO PARA TODOS.

180 horas mensais - Mais uma conquista. Não havia NENHUMA regulação. Passou a 8 horas diárias (240) mensais. EVOLUIU para 180hs e agora a batalha é para 40 horas semanais. Menos trabalho, mais lazer, mais saúde, horas livres etc, PARA TODOS,

Férias - quando surgiu era de 21 dias. VÁRIAS categorias conseguiam 30 dias até que foi SACRAMENTADA para QUE todos TIVESSEM 30 DIAS.

Gratificação de férias - quando surgiu era no valor de 10 dias. VÁRIAS categorias conseguiam o salário de 30 dias até que foi SACRAMENTADA pata todos 30 dias.
Isso sem falr em FGTS, PIS, e outras CONQUISTAS.

A PLR está nesse patamar. Somente algumas empresas, QUE TÊM categorias com peso de negociação conseguem. Pois agora chegou a hora de TODOS USUFRUIREM DESTA VANTAGEM.

Criem comissões, discutam, mas tenham como norte que está na hora de premiar, sim, que trabalha e produz riquezas. Não custa muito distribuir um pouco. Como todas as outras conquistas, essa será apenas uma questão de tempo.
Existe, sim, um empresariado mais moderno que já faz isso. Tornar obrigatório não é nada demais. Foi assim com: 13º, férias, etc. Parem de fazer discursos terroristas. E ponham a mão na consciência!
A hora é essa.
Paulo Morani

O Governo Póstumo

Novamente, num dos textos de hoje -26 de janeiro - (não assinado) o globo volta a dizer, (sic)"manutenção de bases de uma política macroeconômica coerente, adotada desde 1999, no início do segundo mandato de FH. Vieram dali as metas de inflação, para dar horizonte aos formadores de preço, e a busca por superávits primários, como forma de impedir o descontrole da dívida interna". Onde estão esses números? Cadê a publicação dessas "orientações"? O que vimos, ao final de 2002 (portanto com TRÊS anos de implantação dessa "maravilha") foi um total descontrole de:
- Preços
- Contas públicas
- Superavit primário
- Inflação
- Desemprego (sem novos empregos)
- DÍVIDA EXTERNA.
- Falta de reformas política
- Falta de reforma tributária
O globo inaugura, no Brasil, o GOVERNO PÓSTUMO, ou seja, aquele em que "tudo o que acontece, hoje, oito anos depois, é produto de".........nada. Não houve NENHUM PLANEJAMENTO, a não ser seguir a cartilha do FMI e ao comando neo-liberal (que faliu no mundo inteiro - nem Obama segue mais). Daí o PIOR GOVERNO DO BRASIL, nos últimos 50 anos. Pesquisem e vão achar essa expressão em vários jornais e revistas, a respeito do governo fhc.
O globo precisa apresentar os números. Ou então vou acreditar nos que chamam de "o goebbels", onde "uma mentira repetida muitas vezes, torna-se uma verdade"
Paulo Morani

Molon propõe ação popular contra Metrô!

Molon deu entrada, nesta quarta feira (27/01), em uma ação popular junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O documento relata os absurdos praticados recentemente pela concessionária Metrô Rio, e pede a anulação dos 20 anos de prorrogação de contrato concedido à concessionária pelo Governo Estadual. Para o deputado, as contrapartidas oferecidas pelo Metrô foram insuficientes e absurdas, e não atenderam ao interesse público. A ação cita a falta de planejamento da concessionária, os gastos irresponsáveis, o descaso da Agetransp na fiscalização, e a pressa para inaugurar a obra antes das eleições. O documento também tráz uma análise técnica do professor da UERJ Fernando Mac Dowell, que classificou a ligação entre as linhas 1 e 2 como um desastre. Molon não poupou sua indignação, batizando o investimento de “gambiarra”. Além do cancelamento da prorrogação de 20 anos, Molon sugere investimentos no projeto original do metrô, com a extensão da linha 2 do Estácio à Carioca, e pede novo processo licitatório para a concessão.

Leia a ação popular na íntegra: CLIQUE AQUI

Em 2010, é preciso refletir sobre 2006

Autor: Pedro Cafardo
Valor Econômico - 03/02/2010

Esse ano tem blogosfera. Não vai dar para enganar ninguém.
Paulo Morani

Quando terminou a campanha presidencial de 2006, alguns políticos disseram que a imprensa deveria refletir sobre seu comportamento durante o processo eleitoral. A reação dos jornalistas foi feroz. Afinal, a classe política, tão cheia de figuras com deplorável comportamento ético, para dizer o mínimo, tem pouca moral para cobrar reflexão da imprensa.

O tema, porém, precisa ser tratado com serenidade. Às vésperas de uma nova eleição presidencial, é oportuno lembrar o grande acirramento de ânimos da campanha de quatro anos atrás. É necessário admitir que, em certos momentos daquela disputa, uma parte da imprensa ultrapassou o sinal vermelho em alguns episódios, principalmente nas horas decisivas do pleito, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Os veículos de comunicação têm o direito de tomar posição e mesmo revelar seu "voto" em algum candidato em seus editoriais. Isso é legítimo, embora poucos o façam no Brasil. Mas é discutível, do ponto de vista ético, seu direito de utilizar o espaço do noticiário em favor da campanha eleitoral de um ou outro candidato. O exame sereno de páginas e páginas de jornais e revistas publicadas na última eleição mostra que, em momentos de maior exacerbação, alguns veículos ficaram muito parecidos com panfletos eleitorais.

Candidatos foram abertamente chamados de "ladrões" por alguns colunistas e em títulos de reportagens. Sem dúvida, houve escancarado engajamento político de muitos colunistas e repórteres, de ambos os lados. É verdade que esse engajamento já ocorreu largamente em eleições presidenciais passadas, desde a primeira após a redemocratização, em 1989, quando Fernando Collor de Mello foi eleito.

Em campanhas eleitorais anteriores à de 2006, havia em vários veículos uma preocupação bastante definida, em alguns casos até obsessiva, de contabilizar o número de colunas e páginas utilizadas na cobertura de cada candidato. Na campanha passada, essa preocupação desapareceu. Até porque esse cálculo seria inócuo. Mais do que o volume de páginas oferecidas aos candidatos, seria importante analisar o viés de cada uma das reportagens, um trabalho que também seria prejudicado pela subjetividade do analista. De qualquer forma, pode-se afirmar que houve desequilíbrio na exposição qualitativa dos candidatos para um lado ou para outro, dependendo do veículo, durante um certo período da campanha, principalmente nos últimos dias antes do primeiro e do segundo turno.

Por tudo isso, parece razoável a sugestão de que a imprensa precisa refletir sobre o seu comportamento passado e sobre os limites da ética antes do início da nova campanha presidencial.

Pode um colunista, por exemplo, bater sistematicamente na mesma tecla, fazendo acusações e críticas a um candidato, sem nenhuma comprovação e sem dar espaço à defesa do acusado?

Pode uma manchete de página chamar um candidato de ladrão, sob o argumento de que a afirmação foi feita "on the record" por um entrevistado do partido adversário?

Repórteres podem acobertar uma fonte mesmo sabendo que ela mente para esconder sua própria lambança?

Não há justificativas para algumas tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa ocorridas durante a campanha passada e principalmente após a vitória de Lula, ainda que se tenha um "rosário de queixas" contra alguns jornalistas, como disse na época um senador. São inaceitáveis agressões contra jornalistas como a que se deu há quatro anos, em Brasília, por militantes petistas, num clima deplorável de "linchamento".

Um clássico escorregão da mídia, na campanha eleitoral ou fora dela, tem sido divulgar denúncias que levam o leitor a identificar acusados como culpados. Claro que a imprensa não é responsável pelo corporativismo do Congresso, que poupou (deixou de cassar) muitos políticos acusados de corrupção, ou por eventuais falhas da Justiça ao inocentar esses políticos em processos. Mas à imprensa cabe cuidar para não fazer pré-julgamentos, ainda que isso às vezes signifique a perda de um furo. Em resumo, a imprensa tem a obrigação de praticar autocrítica e se submeter com mais humildade a avaliações externas sobre a qualidade e a imparcialidade de seu trabalho informativo. Desde que, obviamente, essas avaliações partam de fontes que respeitem a liberdade de informação e as diferenças de opinião.

"Emergentes" petistas lançam nova corrente

Autor(es): ANA FLOR DA REPORTAGEM LOCAL
Folha de S. Paulo - 03/02/2010

Lideranças petistas de três tendências e de grupos regionais oficializam no 4º Congresso Nacional do PT, neste mês, a formação de uma corrente que nasce como a segunda maior força do partido -apenas atrás da CNB (Construindo um Novo Brasil), o campo majoritário.

O grupo é capitaneado por deputados federais do partido que, há cerca de um ano, se reuniram informalmente para dar sustentação à liderança do PT na Câmara. No congresso do partido, de 18 a 20 de fevereiro, eles lançarão um manifesto.

Batizado de Bric -em referência ao acrônimo para Brasil, Rússia, Índia e China, as virtuais futuras potências mundiais-, o grupo dos emergentes do PT decidiu em um almoço em São Paulo, há duas semanas, articular uma ação partidária conjunta.

Integram o grupo lideranças das tendências Novo Rumo e PT de Luta e de Massas, membros do Movimento PT e de grupos regionais como o Esquerda Democrática Popular, da Bahia.

Segundo Cândido Vaccarezza (SP), recém-escolhido líder do governo na Câmara e um dos articuladores da ideia, a nova frente está acima de tendências partidárias. "É um grupo de afinidades, uma referência a mais no partido. Acho que as tendências estão caducas."

O deputado Virgílio Guimarães (MG) afirma que a corrente se reúne em torno de questões práticas, como alianças políticas. "Como pode a conjuntura mudar e as tendências não?", pergunta Guimarães, que é próximo do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, também cortejado pelo grupo.

O secretário de Segurança da Bahia, Nelson Pelegrino, nega a tentativa de criar uma nova força no partido. "Queremos um espaço de articulação para não se gastar mais tanta energia nas disputas internas", diz.

Paulo Morani e Deputado Chico D´Angelo

Paulo Morani e Deputado Chico D´Angelo